"A ilha". Comprada aos índios Lenape em 6 de Maio de 1626, por 24$ de quinquilharias. Era um sítio "cheio de mosquitos e muito rochoso", uma "propriedade de pouco valor". Os índios, de resto, não pareciam entender o conceito de propriedade. Foi preciso construir um muro, na rua que hoje se chama Wall Street, para os manter afastados...
Thursday, September 28, 2006
Mannahatta
"A ilha". Comprada aos índios Lenape em 6 de Maio de 1626, por 24$ de quinquilharias. Era um sítio "cheio de mosquitos e muito rochoso", uma "propriedade de pouco valor". Os índios, de resto, não pareciam entender o conceito de propriedade. Foi preciso construir um muro, na rua que hoje se chama Wall Street, para os manter afastados...
Wednesday, September 27, 2006
Tuesday, September 26, 2006
A bola
"- Hey! Did you see the game? What was the score?
(quatro ingleses sentados a comer big Mac's, três deles com camisolas do Manchester)
- Man United won! One nill, mate!
- Oh... Ok, thanks. I'm a Benfica supporter.
- You are? Well, sorry mate...
- It's ok, we beat you guys last time.
- No you didn't. We won the home game!
- I know, and we won our home game.
- Yeah, only Liverpool couldn't win you guys. Right Paul?
(O Paul era o único que não tinha a camisola do Manchester)
- Come on Paul! What was the score with Benfica?
(começam os três a rir-se.)
- Benfica's my second team, man! Second next to Man U! Benfica, Benfica, Benficaaaaa!
(o Paul levanta-se e vem-me cumprimentar)
- Cheers mate. You deserved it last year. Congratulations.
[no McDonald's de Times Square]
(quatro ingleses sentados a comer big Mac's, três deles com camisolas do Manchester)
- Man United won! One nill, mate!
- Oh... Ok, thanks. I'm a Benfica supporter.
- You are? Well, sorry mate...
- It's ok, we beat you guys last time.
- No you didn't. We won the home game!
- I know, and we won our home game.
- Yeah, only Liverpool couldn't win you guys. Right Paul?
(O Paul era o único que não tinha a camisola do Manchester)
- Come on Paul! What was the score with Benfica?
(começam os três a rir-se.)
- Benfica's my second team, man! Second next to Man U! Benfica, Benfica, Benficaaaaa!
(o Paul levanta-se e vem-me cumprimentar)
- Cheers mate. You deserved it last year. Congratulations.
[no McDonald's de Times Square]
No more soup for you!
Soup Kitchen International (259-A West 55th Street)
(the original Soup Nazi, available "for sale or lease until December of 2019")
Monday, September 25, 2006
Ground zero
"I was here for 5 days. We stayed in St. Paul's Chapel, over there. We were helping the rescue workers, supporting them, giving them food, and new boots. Cause the boots would melt from all the heat, you know? The pile of rubble was 12 stories high, and it was like matches all piled up, ready to ignite, or break. The fire under that pile burned for days and days. What I will never forget is the smell of it. I mean, it was really a stench! Cause there were corpses there, all that people that died, you know? It was really bad..."
- F., 70 e poucos anos, no seu primeiro regresso ao ground zero, cinco anos e uma semana depois de lá ter estado pela última vez
Sunday, September 24, 2006
Rinoblog's Overheard in NY (C)
Guy in a uniform checking tickets: "See there, you girls can wear stuff like that anytime..."
Girl sitting in the train: "What, these? Man can wear it too..."
Guy in a uniform checking tickets: "Naa... no way. It would be like... it would be like a guy wearin' a pink shirt, you know what I mean?"
Girl sitting in the train: "But I like a guy in a pink shirt..."
Guy in a uniform checking tickets: "Well, yeah... I mean, not that there's anything wrong about it, right? Ma friend Tony, fer instance. Tony could wear a pink shirt if he felt like it. Than a guy walking by would say somethin' to him, like... you know? Man, this guy could even have two or three friends walking with him... Ma friend Tony would take this guy on the floor, together with his two or three buddies, I mean like in no time! Cos Tony can wear whatever he likes, see?"
AirTrain: Newark Liberty Airport -> NY Penn Station
Girl sitting in the train: "What, these? Man can wear it too..."
Guy in a uniform checking tickets: "Naa... no way. It would be like... it would be like a guy wearin' a pink shirt, you know what I mean?"
Girl sitting in the train: "But I like a guy in a pink shirt..."
Guy in a uniform checking tickets: "Well, yeah... I mean, not that there's anything wrong about it, right? Ma friend Tony, fer instance. Tony could wear a pink shirt if he felt like it. Than a guy walking by would say somethin' to him, like... you know? Man, this guy could even have two or three friends walking with him... Ma friend Tony would take this guy on the floor, together with his two or three buddies, I mean like in no time! Cos Tony can wear whatever he likes, see?"
AirTrain: Newark Liberty Airport -> NY Penn Station
Onboard
Interromperam eles o meu zapping entre os X-Men 3, o Código da Vinci e o mapa com a localização do avião, temperatura exterior e velocidade no solo para anunciar isto:
"Ladies and gentlemen, we would like to inform you that we will start our onboard sales in a few minutes. Please check the onboard British Airways catalog for more information on the available products..."
Até aqui tudo normal...
"We would like to remind you that, due to security reasons, any liquid product you buy, such as perfums, cosmetics or beverages will be destroyed upon arrival at the US, as no such products are allowed in american soil coming from abroad".
O carrinho com os perfumes passou à mesma, claro. Na BA as regras são para levar a sério...
"Ladies and gentlemen, we would like to inform you that we will start our onboard sales in a few minutes. Please check the onboard British Airways catalog for more information on the available products..."
Até aqui tudo normal...
"We would like to remind you that, due to security reasons, any liquid product you buy, such as perfums, cosmetics or beverages will be destroyed upon arrival at the US, as no such products are allowed in american soil coming from abroad".
O carrinho com os perfumes passou à mesma, claro. Na BA as regras são para levar a sério...
Tuesday, September 19, 2006
Monday, August 21, 2006
Correio dos Leitores II - Funeral?
"Ele há túmulos que se mexem mais do que o teu blog..."
(o mesmo leitor identificado, a mesma localização incerta)
(o mesmo leitor identificado, a mesma localização incerta)
Tuesday, June 27, 2006
The aftermatch
"Hi Jose,
I am still recovering from the Holland-Portugal soccer-match. You are lucky that I sent the plasmids before the game..."
- J., Amsterdam (colega de um laboratório holandês que me enviou o DNA de umas proteínas fluorescentes pelo correio, felizmente dois dias antes do jogo...)
Thursday, June 22, 2006
Correio dos leitores
"Pronto! Agora é que o teu blog se apagou de vez. Quem tem tempo para um blog, quando a vida decorre a milhares de km/hora??"
(leitor identificado, localização incerta)
Questão pertinente, caro leitor. Constatando com alguma surpresa que não se escreve nada por aqui há quase um mês, o que de facto constitui uma clara situação de apagamento, como muito bem apontou, resolvi verificar pessoalmente o que se passa com o blog. O que descobri não foi muito animador. Aparentemente (e contrariando as expectativas iniciais) o blog não se escreve sozinho. Não tem grande vida própria e a iniciativa demonstrada é reduzida. No fundo limita-se a contar as pessoas que passam por aqui, perguntando às vezes de onde vêm. Uma vez por outra marca um pontinho vermelho no mapa-mundo ali em baixo. E é tudo. Ora o autor, como diz e muito bem, tem andado tudo menos parado. Há aqui um claro paradoxo a merecer reflexão. O melhor será mesmo olhar para o blog como se fosse um espelho, sendo tudo o que ele mostra uma imagem invertida da realidade. E aguardar que o autor se aborreça ou desacelere um bocadinho para o blog ganhar novamente velocidade...
(leitor identificado, localização incerta)
Questão pertinente, caro leitor. Constatando com alguma surpresa que não se escreve nada por aqui há quase um mês, o que de facto constitui uma clara situação de apagamento, como muito bem apontou, resolvi verificar pessoalmente o que se passa com o blog. O que descobri não foi muito animador. Aparentemente (e contrariando as expectativas iniciais) o blog não se escreve sozinho. Não tem grande vida própria e a iniciativa demonstrada é reduzida. No fundo limita-se a contar as pessoas que passam por aqui, perguntando às vezes de onde vêm. Uma vez por outra marca um pontinho vermelho no mapa-mundo ali em baixo. E é tudo. Ora o autor, como diz e muito bem, tem andado tudo menos parado. Há aqui um claro paradoxo a merecer reflexão. O melhor será mesmo olhar para o blog como se fosse um espelho, sendo tudo o que ele mostra uma imagem invertida da realidade. E aguardar que o autor se aborreça ou desacelere um bocadinho para o blog ganhar novamente velocidade...
Friday, May 26, 2006
Another one for the files...
"In closing this report it may truly be said that no more baffling problem has ever been presented for investigation." - Tudor IV board of investigation report [1948]
Reza a lenda que já em 1492 a bússola ficou desnorteada, os três navios momentaneamente perdidos, e que toda a tripulação viu luzes estranhas no céu quando as naus Nina, Pinta e Santa Maria atravessaram a área hoje conhecida como Triângulo das Bermudas. Mais ou menos a mesma descrição, portanto, que deu à companhia de seguros a rapariga que me abalroou o carro na Avenida Lusíada em Dezembro. Conta ela que vinha na "segunda circular", sem trânsito nenhum, e que de repente só viu luzes no céu (era provavelmente o semáforo que levou à frente depois de ter capotado por cima de mim). Nas folhas do hospital deu-me como culpado, claro. Talvez de placagem, pensei eu. Mas agora começo a desconfiar que talvez haja algum fundo de razão na suspeita dela. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o voo completamente desnorteado dos pombos que, estando parados na estrada, tentavam fugir do carro em movimento. Nunca atropelei nenhum, é certo, muito menos gaivotas, mas por puro acaso. Tentavam sempre fugir voando em zig-zag, como se o carro os atraísse. Senhoras com carrinhos de hipermercado em parques subterrâneos e pessoas transportando qualquer objecto metálico vieram confirmar a minha suspeita: o meu carro deve ser magnético. Em cinco meses, cinco ou seis embates no carro, sempre com ele parado. Raramente houve testemunhas. Uma delas terá apenas visto uma carrinha, "eram para aí 6 da manhã..." que conseguiu acertar apenas no espelho, ganhando curiosamente velocidade com o embate. Hoje, para não variar, no mesmo sítio onde tinha sido batido por um jipe o mês passado, lá estava a amolgadela resultante do impacto de um carro do lado esquerdo por cima da roda. Desta vez o único bilhete no carro era do "astrólogo grande mediúm vidente Professor Souareba" (dotado de dom hereditário). Ao entrar no carro, sinto ainda uma porta a bater do outro lado, o olhar espantado da condutora de uma carrinha. A culpa não era dela, claro... É o carro que parece que atrai tudo o que é metálico... incluindo a magnetite que serve de orientação aos pombos.
Reza a lenda que já em 1492 a bússola ficou desnorteada, os três navios momentaneamente perdidos, e que toda a tripulação viu luzes estranhas no céu quando as naus Nina, Pinta e Santa Maria atravessaram a área hoje conhecida como Triângulo das Bermudas. Mais ou menos a mesma descrição, portanto, que deu à companhia de seguros a rapariga que me abalroou o carro na Avenida Lusíada em Dezembro. Conta ela que vinha na "segunda circular", sem trânsito nenhum, e que de repente só viu luzes no céu (era provavelmente o semáforo que levou à frente depois de ter capotado por cima de mim). Nas folhas do hospital deu-me como culpado, claro. Talvez de placagem, pensei eu. Mas agora começo a desconfiar que talvez haja algum fundo de razão na suspeita dela. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o voo completamente desnorteado dos pombos que, estando parados na estrada, tentavam fugir do carro em movimento. Nunca atropelei nenhum, é certo, muito menos gaivotas, mas por puro acaso. Tentavam sempre fugir voando em zig-zag, como se o carro os atraísse. Senhoras com carrinhos de hipermercado em parques subterrâneos e pessoas transportando qualquer objecto metálico vieram confirmar a minha suspeita: o meu carro deve ser magnético. Em cinco meses, cinco ou seis embates no carro, sempre com ele parado. Raramente houve testemunhas. Uma delas terá apenas visto uma carrinha, "eram para aí 6 da manhã..." que conseguiu acertar apenas no espelho, ganhando curiosamente velocidade com o embate. Hoje, para não variar, no mesmo sítio onde tinha sido batido por um jipe o mês passado, lá estava a amolgadela resultante do impacto de um carro do lado esquerdo por cima da roda. Desta vez o único bilhete no carro era do "astrólogo grande mediúm vidente Professor Souareba" (dotado de dom hereditário). Ao entrar no carro, sinto ainda uma porta a bater do outro lado, o olhar espantado da condutora de uma carrinha. A culpa não era dela, claro... É o carro que parece que atrai tudo o que é metálico... incluindo a magnetite que serve de orientação aos pombos.
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